Quando o outro narra pelo afásico: observando as categorias interacionais de avaliação e de entextualização

RESUMO Considerando a diversidade de configurações das narrativas orais enquanto histórias do passado, do presente ou do futuro, breves ou longas, de experiência pessoal ou vicárias, assumimos que, no processo de narrar, ações como avaliações e entextualizações são coproduções dos interactantes, e p...

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Published inRevista de documentação de estudos em lingüística teórica e aplicada Vol. 39; no. 3; p. 1
Main Authors Oliveira, Lívia Miranda de, Bastos, Liliana Cabral
Format Journal Article
LanguagePortuguese
English
Published Sao Paulo Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Linguistical Aplicada e Estudos da Linguagem 2023
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
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Summary:RESUMO Considerando a diversidade de configurações das narrativas orais enquanto histórias do passado, do presente ou do futuro, breves ou longas, de experiência pessoal ou vicárias, assumimos que, no processo de narrar, ações como avaliações e entextualizações são coproduções dos interactantes, e partimos para a investigação dessas duas categorias em narrativas orais sobre acometimentos neurológicos contadas por acompanhantes de afásicos. Em nossas análises, valemo-nos dos instrumentais teórico-metodológico da Análise de Narrativa (um afluente da Análise do Discurso) bem como de instrumentais teóricos advindos de estudos sociológicos e antropológicos que contribuem sobremaneira para a essa vertente da Análise do Discurso. Como fruto das nossas investigações, observamos que construções de sentidos foram alcançadas interacionalmente via avaliações e entextualizações; recursos estes que também atuaram na configuração das narrativas como um drama e como um relato reportável. Podemos, então, advogar que a historiabilidade das narrativas foi construída interacionalmente com o uso de recursos performáticos pelos familiares dos afásicos. ABSTRACT The diversity of configurations present in oral narratives as short or long stories of the past, present, future, personal or vicarious experiences led to the assumption that in the process of narrating, actions such as evaluations and entextualizations are co-productions of the interactants. As such, we set out to investigate these two categories in oral narratives about neurological disorders told by aphasics’ companions. In our analyzes, we use the theoretical-methodological framework of narrative analysis (an affluent of discourse analysis) as well as theoretical constructs from sociological and anthropological studies, which greatly contribute to the analysis of narratives. Results show that the construction of meanings was interactionally achieved by evaluations and entextualizations, which also contributed to the configuration of the narratives as dramas and reportable stories. We can, therefore, argue that the tellability of the narratives was interactionally constructed using performative resources by the aphasic’s relatives.
ISSN:0102-4450
1678-460X
1678-460X
DOI:10.1590/1678-460x202339354027